Hehehe ... esse é só meu!!! Mas calma, não abandonei nossa querida Vacacaída!!!
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Terça-feira, Junho 22, 2004



Os olhos escurecem, lembraças de períodos da vida passam rapidamente pela memória que aos poucos vai se esvaindo. Os sentidos se afloram, o perfurme das folhas das árvores e da terra molhada salientiasse ao da polvora que outrora o atingia. A brisa fresca bate em seu rosto quando finalmente o coração para. Aos raios de sol entre os troncos das árvores fica o soldado que com coragem enfrentou o desconhecido, resta aos amigos uma medalha e a lembrança.
Com o corpo inóspito, protegido pelo orvalho que aos poucos cae, já sem alma, sem a virtude da esperança, sem a comiseração do inimigo adverso a sua vontade de viver e sentir tudo o que não pode sentir durante período em que esteve entre os que o amavam e o queriam por perto. A imagem que leva para a absoluta existência é de um mundo cruel e impiedoso que se revela para os que nele tem a intrepidez de enfrenta-lo.
Que no anseio de buscar o mundo melhor, a verdade é distorcida e ilusória, os sonhos são dissipados em torno do horror que é deposto sobre aqueles que que por livre arbítrio ou por força de um destino estão no intermédio entre o que é bom e o que é ruim. E que no ensejo de uma sorte pode vir a viver ou a morrer.

Alexandre S. - 3:42 PM

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Domingo, Junho 13, 2004



Saio nada contente neste Domingo preguiçoso e frio para estudar na casa do Paulo em Hortolândia. Estudos marcados para as 14:00 e eu estava lá pontualmente, junto com Neimar, Maurão e Paulinho pretendíamos nos empenhar nos estudos até as 16:00 (bom, duas horas seriam suficientes para estudar a matéria que tínhamos deixado de lado na quinta-feira). Ao começar os estudos verificamos que ia durar um pouco mais do que o previsto, matéria complicada e exercícios longos seriam feitos. Saímos então por volta das 18:00 da casa do Paulo. Saí correndo para poder chegar em casa, tomar um banho, jantar e voltar aos estudos. Cássia Eller tocando no rádio, braço para fora da janela, pagando uma pinta de "to com tudo" ... mas ... no meio do caminho ... (Ué! O que aconteceu?! O carro parou de funcionar!!!) Caraca! Putz Fudeu ... encosta o carro no acostamento e tenta, tenta, tenta, tenta fazer o carro funcionar e nada!!! Olhando para o lado vi um salão onde não havia ninguém ... não havia nenhuma casa por perto, só o presídio Ataliba Nogueira um pouco longe de onde eu estava, do outro lado um matagal ... Ai cacete, cadê a merda do celular?! Sabia que tinha esquecido alguma coisa!!! Estava assim eu longe da civilização, sem celular, sem nenhum puto no bolso (nem para pegar um ônibus!), sem saber o que fazer ... comecei então a andar em direção de uma favela, quem sabe por lá conseguiria um orelhão e dar sinal de vida para alguém! Chegando na favela parei em um ponto de ônibus e perguntei para um cara que estava fazendo um churrasquinho de gato, _ Senhor, você sabe me dizer se tem algum orelhão aqui por perto? _ Tem sim, você vira a segunda rua ali, vai reto, vai reto, vai reto que você chega em um bar onde tem um orelhão bem na frente. _Obrigado!. Putz to fudido mesmo vamô lá! Caramba! Comecei a andar na rua sem iluminação, toda de terra com o esgoto passando no meio e eu a toda hora pisando na lama, com um matagal muito alto do outro lado, andei, andei e encontrei o bendito orelhão! Depois de muito tentar ligar a cobrar para casa (perguntei para o dono do bar como fazer isso), seguiu o diálogo com minha mãe desta forma: _ Mãe, prestenção, oh seguinte, to ferrado, to com o carro quebrado aqui na estradinha que passa na frente do presídio, preciso que você chame alguém amigo aí, vizinho, qualquer um para poder me ajudar aqui pois o carro não pega! _ Eh Alexandre, onde que eu vou conseguir alguém para te ajudar essa hora? _ Mãe da um jeito aí, vou voltar para o carro pois estou muito longe de onde ele quebrou! ... Depois de muito esperar eu decidi então procurar algum orelhão mais perto do carro, segui então para frente do presídio, lá deveria haver um orelhão! Achei o orelhão mas tinha um cara tão mal encarado usando o bendito que eu desisti, voltei depois de uns 10 minutos lá e o cara continuava lá , parecia ter saído de um buraco cavado para escapar, todo sujo e mal encarado! Caramba ... vou ter que voltar lá na favela para saber se minha mãe conseguiu alguém ... já fazia algum tempo que eu tinha ligado ... voltei lá na bocada, agora correndo parecendo um atleta de final de semana, com a carinha do cd do carro em uma mão a HP12c na outra ... quase mordido por um cachorro no percurso, cheguei lá novamente ao bar ... depois de um breve dialogo com minha mãe volto para o carro para esperar o socorro do vizinho!!! Putz como andei ... Chega o vizinho depois de uma meia hora! Eu me sentindo o cara mais sortudo que eu mesmo conheço, depois de tentarmos fazer com que o carro pegasse sem sucesso, decidimos reboca-lo ... Pronto estou aqui, depois de tomar um banho, um café e ficar sabendo que a hanny (a gatinha) me ligou e eu nem estava ... agora, como tenho que estudar muito e estou achando que não estou com muita sorte hoje , vou ligar para a lindinha amanhã, já que se eu ligar a gente vai ficar um tempinho conversando por telefone e tenho que colocar a razão na frente essas horas e lembrar que se eu não passar em Estatística vou ter que perder mais um final de semana e não vou poder vê-la ... Oh dia! Oh vida! ...

Alexandre S. - 9:04 PM

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Terça-feira, Junho 08, 2004


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